Mari, quem?
A pequena Mari sempre gostou de dar palpite. A grande faz igual. Acho que é a característica mais marcante: palpiteira, “falastrona”. Nunca cala a boca, participa de tudo, ligada no 220V. Mas antes dessa Mari de hoje sentar aqui pra escrever essa mini-autobiografia, muita coisa aconteceu...
O pessoal do colégio achava que eu era meio esquisita, imagino. Sempre prestando atenção na aula, caderno impecável, notas dignas de uma “nerd”, mas sentada lá no fundo. Amiga de todo mundo, mas era com os piores elementos que eu ia pro bar tomar uma cerveja quando a aula acabava. Depois da cerveja, do almoço e da siesta, longas três horas de estudo e mais duas de academia. Vai entender!
Essa Mari confusa do colégio só sabia que queria uma carreira na qual tivesse contato com gente, muita gente! Praticamente todas as profissões da área de humanas passaram pela cabeça, até que veio chegando o fim do terceiro colegial e nada de falarem de festa de formatura. Como assim, o colégio não organiza nada? E toca a Mari a agitar o povo pra ter uma festa daquelas! A comissão começou com mais ou menos dez pessoas e terminou com essa que vos fala, ficando louca com uma festa enorme pra produzir nas vésperas do vestibular, mas a balada me mata de orgulho até hoje! Foi meu primeiro evento oficial (descontadas a festa de quinze anos e outros aniversários temáticos) e, para uma menina de 16 anos, foi fantástico!
Depois disso resolvi que queria cursar produção cultural. Produzir shows enormes, festivais... Mas havia apenas dois cursos no Brasil, um em Niterói e outro em Salvador. Vetados! Morar fora de casa estava longe de ser aprovado pelos superprotetores pais. Entrei na ESPM pra fazer Publicidade e na USP pra Administração. Levei as duas por um ano e meio, quando a vontade de trabalhar me fez largar a mais legal.
A então administradora trabalhou na área de finanças da MasterCard, em Trade Marketing na Danone, e finalmente em eventos na Natura. Nos três aprendi muito, mas faltava alguma coisa. O mundo! Fui-me embora pra Suécia, com a desculpa de estudar. Um segredo que ninguém sabe sobre mim é que eu não tenho a menor idéia de por que Suécia. Sempre invento uma desculpa, tento fazer um raciocínio lógico... Pronto, me libertei! Não é mais segredo.
Depois dos cinco meses de estudo e muita neve, rodei a Europa em dois meses, e isso é outra coisa que me mata de orgulho e de saudade! Ninguém acreditaria se ouvisse que eu simplesmente resolvi ficar. Virar andarilha por lá! Conseguir um pouco de dinheiro aqui, viajar até ali, e assim rodar o mundo. Bem que deu vontade, e muita, mas nem eu acreditei que conseguiria viver assim, no desapego. Minha responsabilidade achou melhor voltar, me formar, arrumar a vida e determinar que todo ano terei férias de quatro semanas pra poder explorar um pedaço do mundo. A pior coisa que vai acontecer pra mim será morrer sem conhecer o mundo inteiro, porque sei que ele é muito grande e muito cheio de detalhes pra quatro semanas de férias por ano.
O pessoal do colégio achava que eu era meio esquisita, imagino. Sempre prestando atenção na aula, caderno impecável, notas dignas de uma “nerd”, mas sentada lá no fundo. Amiga de todo mundo, mas era com os piores elementos que eu ia pro bar tomar uma cerveja quando a aula acabava. Depois da cerveja, do almoço e da siesta, longas três horas de estudo e mais duas de academia. Vai entender!
Essa Mari confusa do colégio só sabia que queria uma carreira na qual tivesse contato com gente, muita gente! Praticamente todas as profissões da área de humanas passaram pela cabeça, até que veio chegando o fim do terceiro colegial e nada de falarem de festa de formatura. Como assim, o colégio não organiza nada? E toca a Mari a agitar o povo pra ter uma festa daquelas! A comissão começou com mais ou menos dez pessoas e terminou com essa que vos fala, ficando louca com uma festa enorme pra produzir nas vésperas do vestibular, mas a balada me mata de orgulho até hoje! Foi meu primeiro evento oficial (descontadas a festa de quinze anos e outros aniversários temáticos) e, para uma menina de 16 anos, foi fantástico!
Depois disso resolvi que queria cursar produção cultural. Produzir shows enormes, festivais... Mas havia apenas dois cursos no Brasil, um em Niterói e outro em Salvador. Vetados! Morar fora de casa estava longe de ser aprovado pelos superprotetores pais. Entrei na ESPM pra fazer Publicidade e na USP pra Administração. Levei as duas por um ano e meio, quando a vontade de trabalhar me fez largar a mais legal.
A então administradora trabalhou na área de finanças da MasterCard, em Trade Marketing na Danone, e finalmente em eventos na Natura. Nos três aprendi muito, mas faltava alguma coisa. O mundo! Fui-me embora pra Suécia, com a desculpa de estudar. Um segredo que ninguém sabe sobre mim é que eu não tenho a menor idéia de por que Suécia. Sempre invento uma desculpa, tento fazer um raciocínio lógico... Pronto, me libertei! Não é mais segredo.
Depois dos cinco meses de estudo e muita neve, rodei a Europa em dois meses, e isso é outra coisa que me mata de orgulho e de saudade! Ninguém acreditaria se ouvisse que eu simplesmente resolvi ficar. Virar andarilha por lá! Conseguir um pouco de dinheiro aqui, viajar até ali, e assim rodar o mundo. Bem que deu vontade, e muita, mas nem eu acreditei que conseguiria viver assim, no desapego. Minha responsabilidade achou melhor voltar, me formar, arrumar a vida e determinar que todo ano terei férias de quatro semanas pra poder explorar um pedaço do mundo. A pior coisa que vai acontecer pra mim será morrer sem conhecer o mundo inteiro, porque sei que ele é muito grande e muito cheio de detalhes pra quatro semanas de férias por ano.
Enfim, a Mari de hoje, palpiteira e ligada no 220V, depois de tudo isso que aconteceu, trabalha na B2 Eventos como Atendimento do Departamento Corporativo, depois de ter passado pela Produção de eventos corporativos e aprendido um bocado. O próximo passo é o Planejamento, menina dos olhos, onde vou poder pintar e bordar, desenvolver os eventos mais “irados” de toda a história e me divertir a valer!
Mini autobiografia escrita para a inscrição em um curso.
Fiz com tanto carinho que achei que ela merecia ser a responsável pela minha
volta ao blog depois de tanto tempo!
