segunda-feira, março 27, 2006

Flor da Pele

Hoje o dia é da sensibilidade.
O coração da menina está tão apertado que nem consegue se manifestar. A não ser quando ela vê um beijo de novela... e chora... tão à flor da pele que seu desejo se confunde com a vontade de.. Ah, nem sei!
Hoje parece que tudo foi criado pra que ela se irritasse! Acordou atrasada, não leu a matéria, não tinha chocolate. No lugar do sol, muita neve. No banco, taxa extra quase no valor do depósito. Um terrível pedaço de pizza no almoço. Queria fumar e não tinha cigarro. O crédito do celular acabou. Não tinha dinheiro e, obviamente, tomou um tombo de bicicleta. Pra completar, computador travado!
Depois disso, não a pele, mas a cabeça tinha o fogo do juízo final! Mas a menina ainda sorri quando vê os olhos azuis que até em foto têm o brilho da vida!!!
Ânimo! Academia pra deixar de ser gordinha.... na volta, filosofando com a companheira de suor, conclui que tudo isso é produto do marasmo de não poder tomar uma no meio da tarde com amigos que, do nada, se reuniram num boteco e começaram a falar besteira. Ah, como faz falta a falta de planejamento! Essa vida de nórdica está fazendo formar dentro da menina um furacão que vai enlouquecer no calor dos trópicos...Ainda bem que falta pouco. Daqui uns dias a menina, que não precisa de muito dinheiro e a quem só importa seu “honey baby”, vai tomar o velho navio...

sábado, março 25, 2006

Ansiedade

Sensibilidade e coração de menina agora só fazem desesperar... Em pouco mais de uma semana os dois vão reencontrar seus amores! A menina não sabe se arruma as malas, se comemora, come um chocolate ou vai embora. Parece que o tempo parou de correr, o grande dia nunca chega e não tem mais unha pra roer. Ainda tem um monte de coisa pra resolver, mas sensibilidade e coração de menina não estão nem aí! Só pensam nos seus pares... Pensam tanto que o corpo reclama, respira fundo e abraça o vazio. O carinho faz falta. Faz falta a outra parte da concha, o encaixe perfeito, o beijo na testa, até a poltrona de cinema com braço que não levanta!! A menina não sabe o que faz, o coração quer pular pela boca...

sábado, março 04, 2006

MARIs

- Ai, pára de chorar, me deixa, relaxa e vai encher a cara!
- Sai da internet, vai andar lá fora! Ou estuda né... faz bem!
- Mas olha essa porra de frio!!! Quero uma roupa quente, colo e cama...
- Mas que raios você veio fazer nessa merda de país gelado?
- Será que um dia vão parar de me perguntar isso? E por que eu tenho que saber a resposta? Eu vim...
- Veio, veio pra me incomodar! Eu tava muito bem quando você desistiu de conversar semanalmente comigo... E agora me enche o saco toda hora!
- Te encho o saco... Ah, vá! E você ta sempre aí, quietinha né?
- Eu sim, quem fala é ela!
- Eu? Só falo quando algo me incomoda...
- Quando algo ME incomoda!
- Estamos sempre incomodadas, reflexivas..., atentas a cada novo detalhe interessante...
- Em resumo, viajando!
- Falando nisso, pára de viajar e vai estudar!
- Você com essa mania de não querer falar...
- Assunto encerrado. Vai estudar, pô!
- Olha aí o computador piscando!
- Lá vai ela matar um pouco da saudade...
- Ê, saudade...

sexta-feira, março 03, 2006

Metade

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito, não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a pessoa que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor. Apenas respeitadas como a única coisa que resta a alguém inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei... Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar. Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer. Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção. E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade...também." - Oswaldo Montenegro
Muitas vezes encontro em textos quase clichê exatamente o que está na minha cabeça... Músicas, poesias, citações que eu nem sem de onde vieram. Daí me falta inspiração, já que a vontade é simplesmente parafrasear. Esse merece ser citado.

quarta-feira, março 01, 2006

Sonhos

Ando sonhando demais. Preciso ver o que isso significa. Acabei de acordar de um sonho esquisitíssimo. Eu trabalhava em um lugar que, na festa de fim de ano, pediram pra gente produzir uma música. Meus textos saíam sempre ridículos. De repente estou na porta de uma casa, deixando um aviso, e aparece um cara (ou mulher) parecido com o Saci, mas a perna dele e outras partes do corpo estavam em decomposição... arghhh!! O ser veio se aproximando e me acusando de roubar sei lá o quê, e começou a correr (não me pergunte como, é sonho!) atrás de mim. Saí correndo, e o cenário me lembrou uma partezinha de Roma que não tem nada a ver estar na minha mente... eu não lembrava disso acordada! É a lateral de um prédio, que só tem lojinhas, perto da Fontana di Trevi e da Piazza Navova. Nem sei se essa localização faz sentido, faz 7 anos que visitei Roma. Assunto a ser resolvido em Junho e Julho, no que carinhosamente tenho chamado de mochilebas. Tudo isso passou pela minha cabeça no sonho, enquanto corria. Corri tanto, tanto, tanto, que vomitei. Senti passando pela minha garganta cada pedacinho de algum embutido fatiado que eu havia comido. Nojento. Me pegaram, e eu acordei. Sem vômito no travesseiro.
Sabe quando a gente acorda do sonho e parte dele está acontecendo? Tem gente que sonha que está fazendo xixi e acorda molhado. Eu sonhei que não tinha braço e acordei com ele praticamente morto. Isso acontece com freqüência. Vez ou outra acordo toda suada, cansada... Só lembro que no sonho estavam muitas pessoas que passaram pela minha vida. Alguma importantes, outras nem tanto, outras de quem eu nem me lembrava mais...
Enfim, nenhum ponto a defender. Só acho que estou sonhando demais!