terça-feira, janeiro 03, 2006

We will rock you!!!!


PUTA QUE PARIU! Desculpem-me, mas acho que só isso pode descrever a peça que eu acabei de assistir.
Chegamos em Londres ontem e hoje resolvemos seguir o conselho de um amigo praticamente nativo - morou aqui 5 anos - , Beatlemaníaco e que sabe muito bem como viver a vida. Dudu, obrigada!

We will rock you é o nome, e fala sobre os caminhos que a música vem tomando. Rock do início ao fim, basicamente Queen, e uma crítica às atuais bandas e até a um dos meus estilos favoritos: eletrônico.
A mensagem inicial, na minha interpretação: Estão acabando com a música!!. A peça acontece no futuro, num mundo virtual, governado por uma empresa. Todos são programados e não existe espontaneidade, sentimento, individualidade nem instrumentos musicais. Criar é um crime.
Mas um grupo de boêmios se esconde no que chamam de Heartbreak Hotel, na verdade uma antiga estação de metrô em Londres, e vive em busca do resgate de algo que nem eles conhecem direito: Live Rock’n’Roll.

Só assistindo pra ter noção do quando este musical é contagiante... fantástico! Já está em cartaz há 3 anos e deve ir longe... Logo, procurem quando vierem. Fica na Tottenham Court Road, esquina com Oxford Street.

Voltando às minhas reflexões, será que estamos mesmo acabando com a música? Concordo que ninguém mais faz música como Queen, Beatles, Doors, Janis Joplin e outros das antigas. Mas desconsiderando “boybands, girlbrands, boys and girls bands, and boys that look like girls bands”, porque playback não é show, tem muito DJ fazendo arte por aí! Na minha opinião os melhores incluem instrumentos e vozes ao vivo, sim, mas não deixa de ser música eletrônica, e da boa!
Outra crítica feita pela peça é ao modo que dançamos hoje. Também concordo que isso mudou, mas não dançamos como robôs!!! Essa fama é culpa dos bombadões loucos de um monte de ecstasy que insistem em marcar presença nas baladas eletrônicas e não têm coordenação pra mexer aquele monte de isopor! Vá a uma boa festa, com pessoas decentes, e verá que ainda expressamos muito bem nossas emoções através do nosso corpo.

Enfim, não defendo nem um dos lados. Até porque, fazendo hora pra entrar na peça, entrei na Virgin e só não saí com uma coletânea do Doors e outra de Psy Trance porque não tinha dinheiro...

“Rock’n’Roll is everything you want it to be!”

3 Comments:

At 10:01 AM, Anonymous Anônimo said...

To com saudades de vc já!!
boa sorte ai..
Bjoss

 
At 6:52 PM, Anonymous Anônimo said...

Caramba, Mawá, fiquei um tempão pensando nisso que vc escreveu aqui em cima! Dei uma passada pelo seu blog, senti um pouco da sua passagem pelo Recife e concluí - quer dizer, acho que concluí - que só mesmo o contato direto, palpável, com um lugar raiz como Recife pra me fazer entender o significado real de "Cultura Popular".
Isso, digo novamente, para pessoas como eu - acho que também como a Mari - que não "aprenderam" cultura popular por tradição, não tiveram inspiração ou oportunidade para tentar, e nasceram numa cidade como São Paulo, onde se tem acesso a tantas outras formas de manifestação.
Enquanto o contato com a raiz não chega, continuamos respeitando e aprendendo cada vez mais sobre a nossa cultura. Os psytrance? Continuamos até a chegada do dia em que acreditarmos que ele não faz mais sentido.

 
At 6:00 PM, Blogger Mari said...

concordo bastante com vc Mawa... e pode deixar que assim que voltar farei a maratona roda de samba - mpb - rave!!! hehehee
bjinhos e saudades...

Lindo, saudades....... continuamos sempre até quando não fizer mais sentido!!! amei... e cadê mais textos no seu blog hein???

 

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