We will rock you!!!!

PUTA QUE PARIU! Desculpem-me, mas acho que só isso pode descrever a peça que eu acabei de assistir.
Chegamos em Londres ontem e hoje resolvemos seguir o conselho de um amigo praticamente nativo - morou aqui 5 anos - , Beatlemaníaco e que sabe muito bem como viver a vida. Dudu, obrigada!
We will rock you é o nome, e fala sobre os caminhos que a música vem tomando. Rock do início ao fim, basicamente Queen, e uma crítica às atuais bandas e até a um dos meus estilos favoritos: eletrônico.
A mensagem inicial, na minha interpretação: Estão acabando com a música!!. A peça acontece no futuro, num mundo virtual, governado por uma empresa. Todos são programados e não existe espontaneidade, sentimento, individualidade nem instrumentos musicais. Criar é um crime.
Mas um grupo de boêmios se esconde no que chamam de Heartbreak Hotel, na verdade uma antiga estação de metrô em Londres, e vive em busca do resgate de algo que nem eles conhecem direito: Live Rock’n’Roll.
Só assistindo pra ter noção do quando este musical é contagiante... fantástico! Já está em cartaz há 3 anos e deve ir longe... Logo, procurem quando vierem. Fica na Tottenham Court Road, esquina com Oxford Street.
Voltando às minhas reflexões, será que estamos mesmo acabando com a música? Concordo que ninguém mais faz música como Queen, Beatles, Doors, Janis Joplin e outros das antigas. Mas desconsiderando “boybands, girlbrands, boys and girls bands, and boys that look like girls bands”, porque playback não é show, tem muito DJ fazendo arte por aí! Na minha opinião os melhores incluem instrumentos e vozes ao vivo, sim, mas não deixa de ser música eletrônica, e da boa!
Outra crítica feita pela peça é ao modo que dançamos hoje. Também concordo que isso mudou, mas não dançamos como robôs!!! Essa fama é culpa dos bombadões loucos de um monte de ecstasy que insistem em marcar presença nas baladas eletrônicas e não têm coordenação pra mexer aquele monte de isopor! Vá a uma boa festa, com pessoas decentes, e verá que ainda expressamos muito bem nossas emoções através do nosso corpo.
Enfim, não defendo nem um dos lados. Até porque, fazendo hora pra entrar na peça, entrei na Virgin e só não saí com uma coletânea do Doors e outra de Psy Trance porque não tinha dinheiro...
“Rock’n’Roll is everything you want it to be!”

3 Comments:
To com saudades de vc já!!
boa sorte ai..
Bjoss
Caramba, Mawá, fiquei um tempão pensando nisso que vc escreveu aqui em cima! Dei uma passada pelo seu blog, senti um pouco da sua passagem pelo Recife e concluí - quer dizer, acho que concluí - que só mesmo o contato direto, palpável, com um lugar raiz como Recife pra me fazer entender o significado real de "Cultura Popular".
Isso, digo novamente, para pessoas como eu - acho que também como a Mari - que não "aprenderam" cultura popular por tradição, não tiveram inspiração ou oportunidade para tentar, e nasceram numa cidade como São Paulo, onde se tem acesso a tantas outras formas de manifestação.
Enquanto o contato com a raiz não chega, continuamos respeitando e aprendendo cada vez mais sobre a nossa cultura. Os psytrance? Continuamos até a chegada do dia em que acreditarmos que ele não faz mais sentido.
concordo bastante com vc Mawa... e pode deixar que assim que voltar farei a maratona roda de samba - mpb - rave!!! hehehee
bjinhos e saudades...
Lindo, saudades....... continuamos sempre até quando não fizer mais sentido!!! amei... e cadê mais textos no seu blog hein???
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