Louvre
Logo que chegamos à entrada pensei que eu deveria ter lido muito mais durante toda a minha vida antes de pensar em visitar o Louvre...
Primeiro e indiscutível destino: Le Joconde. Encontramos os amigos, mapa na mão e começamos a visita. Não foi difícil encontrar: todos caminham em direção a ela e em cada coluna há uma placa indicando a sala mais importante do imenso museu. Alguns minutos e voilá!!!
A decepção começou quando vi o tamanho do quadro. Eu visitei o Louvre da outra vez que vim a Paris, mas na minha cabeça (talvez por influência do livro O Código Da Vinci) o tão famoso quadro tinha pelo menos uns 2 metros de altura. Tudo bem, vamos ver o que interessa tanto a essa multidão amontoada na frente dele...
Não consegui chegar perto. Assim que entrei na sala notei uma obra imensa na parede à frente da Monalisa: Les Noches de Cana. Não lembro quem fez, mas sei que minha reação foi: “Caraca! O cara esculachou a Santa Ceia!” Jesus Cristo iluminado ao centro, Madalena do lado dele, um monte de gente sentada à mesa (que eu pensei que fossem os apóstolos) e um monte de gente bebendo, caindo, enfim, fazendo festa.... Achei o máximo!
Fiquei admirada e esqueci a Monalisa. Olhando cada detalhe até que a D. Conceição parou do meu lado e disse: “São as bodas de Canaã, não são?” Que inveja! Ela conhece muito! Além do tempo de vida, né? Me explicou que essa era a cena em que Jesus fez o milagre do vinho... Lembrei! É, eu deveria ter lido mais... Com certeza passei por um monte de retratos importantes da história sem perceber. Quanta ignorância! Um de nós chegou a dizer que éramos todos muito ignorantes pra tentar entender todas as obras do Louvre... Minha resposta foi: Mas o que é mesmo a ignorância? Silêncio.
Uma outra obra gigante não estava sendo olhada por ninguém, já em outro cômodo. Admirei. Pesquisei. Era o retrato da coroação de Napoleão na Catedral de Notre Dame, que demorou dois anos para ser pintado por David e um aluno, e tem 150 retratos perfeitos dos participantes da cerimônia.
Por que mesmo a Monalisa é tão importante? Gostei muito mais da minha interpretação das tais bodas, e sou mais o puta trabalho do David! E você?
Meu conselho: se tiver chance, visite o Louvre, mas faça diferente. Chegue bem cedo, compre o AudioGuide e vá no ritmo dele, sabendo tudo sobre cada obra. Programa que garante muita reflexão, informação e cultura!

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