sexta-feira, dezembro 30, 2005

Balada Parisiense

Uma pena eu não ter levado a máquina pra registrar, mas que beleza de balada! Quem indicou foi a garçonete mineira do Planet Hollywood. Todas as quintas rola uma balada pra intercambistas na Mix, perto do metrô Montparnasse. Quem chegar antes da meia noite e apresentar passaporte estrangeiro não paga nada pra entrar.
Claro que eu cheguei em cima da hora e tinha uma fila gigante! E pra cobrar os franceses são tão pontuais quanto seus amigos ingleses... Até que tudo bem, porque os 12 euros me davam direito a um drink. Coca com vodka em copo com tampinha e canudinho! Me senti no Mc Donalds!!!
Balada de estrangeiro e ninguém do bar falava ou entendia uma palavra em qualquer língua que não fosse francês... ai como esse povo é simpático!Mas o DJ até que era bom, me divertiu. Tocou de tudo e manteve o povo animado... Se bem que pela alegria do povo não precisava muito pra fazer todo mundo gritar ou subir em qualquer lugar pra dançar ao melhor estilo Deborah Secco na última novela! Passando pela música pop de cada um dos países representados na balada, chegou a vez do Brasil: “vai popozuda, vai popopozuda, vai popozuda requebra legal! Vai popozuda, vai popopozuda, vai popozuda libera geral!!!” Preciso falar mais?

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Louvre

Logo que chegamos à entrada pensei que eu deveria ter lido muito mais durante toda a minha vida antes de pensar em visitar o Louvre...
Primeiro e indiscutível destino: Le Joconde. Encontramos os amigos, mapa na mão e começamos a visita. Não foi difícil encontrar: todos caminham em direção a ela e em cada coluna há uma placa indicando a sala mais importante do imenso museu. Alguns minutos e voilá!!!
A decepção começou quando vi o tamanho do quadro. Eu visitei o Louvre da outra vez que vim a Paris, mas na minha cabeça (talvez por influência do livro O Código Da Vinci) o tão famoso quadro tinha pelo menos uns 2 metros de altura. Tudo bem, vamos ver o que interessa tanto a essa multidão amontoada na frente dele...
Não consegui chegar perto. Assim que entrei na sala notei uma obra imensa na parede à frente da Monalisa: Les Noches de Cana. Não lembro quem fez, mas sei que minha reação foi: “Caraca! O cara esculachou a Santa Ceia!” Jesus Cristo iluminado ao centro, Madalena do lado dele, um monte de gente sentada à mesa (que eu pensei que fossem os apóstolos) e um monte de gente bebendo, caindo, enfim, fazendo festa.... Achei o máximo!
Fiquei admirada e esqueci a Monalisa. Olhando cada detalhe até que a D. Conceição parou do meu lado e disse: “São as bodas de Canaã, não são?” Que inveja! Ela conhece muito! Além do tempo de vida, né? Me explicou que essa era a cena em que Jesus fez o milagre do vinho... Lembrei! É, eu deveria ter lido mais... Com certeza passei por um monte de retratos importantes da história sem perceber. Quanta ignorância! Um de nós chegou a dizer que éramos todos muito ignorantes pra tentar entender todas as obras do Louvre... Minha resposta foi: Mas o que é mesmo a ignorância? Silêncio.
Uma outra obra gigante não estava sendo olhada por ninguém, já em outro cômodo. Admirei. Pesquisei. Era o retrato da coroação de Napoleão na Catedral de Notre Dame, que demorou dois anos para ser pintado por David e um aluno, e tem 150 retratos perfeitos dos participantes da cerimônia.
Por que mesmo a Monalisa é tão importante? Gostei muito mais da minha interpretação das tais bodas, e sou mais o puta trabalho do David! E você?

Meu conselho: se tiver chance, visite o Louvre, mas faça diferente. Chegue bem cedo, compre o AudioGuide e vá no ritmo dele, sabendo tudo sobre cada obra. Programa que garante muita reflexão, informação e cultura!

domingo, dezembro 25, 2005

Paris je t'aime... mas eu gosto muito mais do Meyer

Não lembro se era isso que falava naquele comercial, mas...
Dois dias de Paris e meu laptop não agüenta mais ver a minha cara offline! Hahah
Essa cidade é maravilhosa!!! Nada de grandes prédios e arquitetura modernosa, pelo menos nessa parte a que nós, turistas comuns, nos limitamos... Tudo muito antigo, mas bem cuidado, avenidas largas, o rio que corta a cidade não fede, e realmente é só colocar o pé na rua que os carros param (se o farol estiver verde pra você ou se não tiver farol)!!!
Só tenho duas críticas a fazer:
- será que os franceses não conhecem a velha regra sobre não fazer da rua o esgoto do seu cachorro? Ninguém cata cocô aqui! Resultado: família Guidio com o pé na merda!
- onde já se viu numa cidade dessa não ter internet em todo lugar?!!! Pelamor! E a garçonete mineira que conhecemos no Planet Hollywood disse que é assim mesmo, e onde tem é caro pra car... enfim, ta explicado porque a data do post não bate com o momento em que foi escrito...
No Brasil, eu me sufoco no meio dos arranha-céus e com o cheiro do Tietê, mas se eu não morrer atropelada gasto pouco pra achar qualquer muquifo que tenha internet banda larga, e se bobear chego lá sem pisar na merda!!! Haha

sábado, dezembro 24, 2005

Pé em Deus e fé na tábua.....


Frio na barriga, o medo coçando no coração (como diz o Alex), mas um mundão pra enfrentar! Chorei muito. Ainda bem que a família estava lá do lado pra tentar me fazer pensar em outra coisa depois que eu fui bem devagarzinho perdendo a imagem da carinha linda do Alex me olhando do lado de fora do embarque internacional.
É isso aí, 10 horas e meia de vôo na cadeira desconfortável da classe econômica. Comissários que não falam nem Inglês nem Português direito (franceses!) e a maldita criança achando que o menu da TV funcionava com porrada (atrás da minha cabeça!). Durmo, acordo, livro, filme, música, frio... E chega a tão esperada hora. Em 10 minutos pousaremos em solo francês.
Olho pro meu pai e pela primeira vez assumo meu medo na frente dele. Não sei se ele entendeu o porquê de eu não conseguir segurar o choro, mas era uma mistura do medo do desconhecido, da saudade que vou sentir e da felicidade e gratidão por estar entrando nessa.
Enfim, chegamos a Paris! Hoje será a ceia de Natal com antigos amigos do meu pai. É hora de enxugar as lágrimas, esfregar as mãos, respirar fundo e seguir em frente!Ainda bem que tenho pessoas muito especiais guardadinhas no meu coração pra me dar essa força pra caminhar... vou aproveitar!

terça-feira, dezembro 20, 2005

Eu quero sair daqui!

Estou cansada dessa casa de bonecas com chaves e um zelador malvado...
Não quero mais ser sufocada pelas patas de um leão carente
Preciso do ar puro de uma tarde de domingo

Quero andar sozinha até a hora que cansar
E quando não conseguir mais caminhar, que eu encontre a minha rede e meu violão

Que eu possa andar na rua e sorrir pra quem eu quiser
Quero chorar só se for de felicidade... as outras emoções deixo pra depois
Adoraria pegar no sono em um descampado qualquer, despreocupada com meus pertences ou com o que os outros vão pensar

E que as pessoas com as quais eu me importo entendam porque eu penso assim
Porque dói demais tentar ser feliz e ser mal julgada precipitadamente
Dói demais todos acharem que você está querendo o mal deles por querer seu bem
Nada machuca mais meu coração que ter de abrir mão de pessoas que eu gosto porque meu jeito de amá-las não é o certo nem o suficiente para elas...

Com a licença de todos, vou me amar um pouco, sem tentar ser compreendida!

Este texto foi escrito em 11/02/2005, achado hoje... devem vir por aí mais alguns desses retratos do passado da minha mente perturbada!
PS: ela continua perturbada, e sempre será, graças a mim mesma!!! hahahah

terça-feira, dezembro 13, 2005

Recomeço

Toda noite coloco mais um tijolo na minha parede dos sonhos... Mas cimento não coloco.

Todos me dizem que, sem cimento, um dia a parede cai. Como se eu não soubesse!

Já recomecei o muro muitas vezes.
Já perdi, quebrados, muitos tijolos.
Alguns joguei fora por opção...
Não serviriam para a construção ideal.

Cada vez que recomeço minha parede tenho a sensação de estar mais forte...
Sim, pois se estou recolhendo o que sobrou da última queda e colocando tudo em pé de novo, sem cimento, é porque encontrei alguém para me ajudar.
Um dia vamos resolver colocar juntos o cimento...

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Presente

O emprego já ficou pra trás, os documentos estão quase nos trinques e as malas começam a ser arrumadas. Suécia. Os triviais são Estados Unidos, Austrália, Inglaterra. Um casal de amigos está indo pra França, um dos brothers da faculdade pra Holanda. Suécia. Pouco sabemos dela além da presença do frio, dos cabelos dourados e dos olhos claros.
Para algumas pessoas o desconhecido gera medo. Normal. Para outras, a interrogação trás consigo uma espécie de adrenalina que, em conjunto com uma dose de apreensão - não tem como negar -, faz com que elas esfreguem as mãos, respirem fundo e sigam em frente. Afinal, "o tempo não para". E, embora saiba que o medo esteja coçando no coraçãozinho dela, eu acredito que a Mari faça parte do segundo grupo.
Hoje, 12 de dezembro, ela está completando 21 anos. Tempo que fez da Mari uma mulher de extrema personalidade, uma pessoa decidida, compentente, carinhosa e que conserva a sensibilidade de uma menina.
Neste espaço, ela poderá escrever sempre que tiver inspiração, e poderá também nos contar um pouco dos momentos que serão vividos na viagem que vem por aí. Um tanto diferente, é o meu presente!

Alex